05/03/2013

Estudo bíblico: A Santidade de DEUS



A palavra hebraica para “ser santo”, qadash, deriva da raiz qad, que significa cortar ou separar. É uma das palavras religiosas mais proeminentes do Velho Testamento, e é aplicada primariamente a Deus. A mesma ideia é comunicada pelas palavras hagiazo e hagios, no Novo Testamento. Disto já se vê que não é correto pensar na santidade primariamente como uma qualidade moral ou religiosa, como geralmente se faz. Sua ideia fundamental é a de uma posição ou relação existente entre Deus e uma pessoa ou coisa.
A ideia ética da santidade divina não pode ser dissociada da ideia da majestade-santidade de Deus. Aquela se desenvolve a partir desta. A ideia fundamental da santidade ética de Deus também é a de separação, mas, neste caso, a separação é do mau moral, isto é, do pecado. Em virtude da sua santidade, Deus não pode ter comunhão com o pecado, Jô 34.10; Hc 1.13. Empregada neste sentido, a palavra “santidade” indica a pureza majestosa de Deus, ou a Sua majestade ética.
 Mas a ideia de santidade não é meramente negativa (separação do pecado); tem igualmente um conteúdo positivo, a saber, o de excelência moral, ou perfeição ética. Se o homem reage à santidade majestosa de Deus com um sentimento de completa insignificância e temor, sua reação à santidade ética revela-se num senso de impureza, numa consciência de pecado, Is 6.5.


A santidade de Deus e o pecado

A Santidade de Deus sempre exige que Ele julgue o pecado. Isso está escrito em toda a Bíblia. Deus sempre julgou o pecado e tem um julgamento futuro guardado, a Grande Tribulação. (Ap 16:1 -5)

·         Deus julga o pecado porque isso lhe é natural e necessário.

Deus julga o homem e a criação porque um Deus santo não pode ignorar o pecado. Ele não poderia ignorá-lo, mesmo que quisesse, por causa de sua natureza santa. A Santidade de Deus significa que ele [o pecado] precisa ser tomado com seriedade e sempre será julgado.
Quando falamos a respeito da ira ou o julgamento de Deus, não estamos falando de simples explosões emocionais. Deus não fica zangado, não tem dias ruins e não explode simplesmente. A ira de Deus é a sua reação natural e necessária a qualquer coisa que se oponha a sua Santidade.

·         O julgamento de Deus é absoluto

Deus não criou o inferno para as pessoas. Ele criou o inferno para o diabo, mas algumas pessoas vão para lá porque decidem seguir o diabo.
Estamos lidando com um Deus extremamente santo que exige ser levado a sério e que permanece distinto de qualquer coisa impura, por isso ele sempre julga o pecado de forma absoluta, ou seja, completa. Não existe pecado, pecadinho e pecadão para Deus. Tudo o que se opõe à sua Santidade é pecado.

·         Deus ama o pecador

Deus não acaba com todas as pessoas porque, embora ele odeia e julgue o pecado, ama imensamente o pecador. Deus quer destruir o pecado sem destruir o pecador.

  

3 comentários:

Filipe Ivo disse...

A exposição do texto em si é boa, mas quando você sobre que "Deus não criou o inferno para as pessoas. Ele criou o inferno para o diabo..."
Deus criou o inferno não somente para o diabo, mas também para todo aquele que não se acha escrito no livro da vida. Segundo o relato bíblico, Deus suportou com grande longanimidade os vasos preparados para perdição antes da fundação do mundo.

Filipe Ivo
www.apologiacrista.com.br

Anônimo disse...

Trabalhar com referências bíblicas é sempre importante, pois é fácil dizer: isso tem na bíblia, ou isso não tem na bíblia, povo de Deus... sempre coloquem referencias bíblicas, com siglas corretas por favor.

Elias V. Miranda disse...

A santidade é a nossa resposta ao amor a Deus, que deu seu filho unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.